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6% das crianças têm síndrome das pernas inquietas
08/02/10
6% das crianças têm síndrome das pernas inquietas
Um estudo avaliou pela primeira vez a prevalência da síndrome das pernas inquietas em crianças no Brasil. O resultado mostra uma prevalência considerada alta, em torno de 6%, semelhante ao encontrado em adultos. Dados internacionais sugeriam que esse valor poderia estar entre 1% e 2%. A apneia – problema de sono muito mais conhecido – afeta cerca de 2% da população.

A pesquisa foi feita pela Universidade de São Paulo (USP). Os autores avaliaram 383 crianças entre cinco e 16 anos. No entanto, para se generalizar o dado, é preciso estudos populacionais com uma amostra de todo o país.

– Trata-se do primeiro estudo a usar os questionários mais atuais sobre o assunto – diz a neurologista Heidi Haueisen Sander, médica-assistente do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, autora do estudo.

Outro achado dos cientistas foi a relação entre a síndrome e baixos níveis de ferritina no sangue. Segundo Heidi, o ferro é importante para a formação da dopamina, neurotransmissor relacionado a esses sintomas. O tratamento com sulfato ferroso vem dando bons resultados.

O problema afeta a qualidade de vida e gera sonolência diurna.

– A síndrome das pernas inquietas compromete a qualidade do sono. Vale prestar atenção se a criança se mexe muito à noite, se tira o lençol ou acorda de cabeça para baixo – alerta a especialista em distúrbios do sono Andrea Maculano Esteves, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Saiba mais

– A síndrome das pernas inquietas é um distúrbio em que a pessoa sente uma necessidade urgente de mexer as pernas, geralmente causado por uma sensação desagradável. – O sintoma piora com o repouso e à noite.

– O diagnóstico em crianças costuma ser particularmente difícil pela dificuldade em descrever os sintomas. Por isso, ela é muito confundida com a chamadas dores do crescimento, que se caracterizam por dores nas pernas, com intensidade de leve a moderada, mais comuns à tarde e à noite. Elas são desencadeadas no repouso e pioram com atividade física. Segundo a pesquisa, a prevalência desse problema é de 24%.
Fonte: Jornal Diário Catarinense

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