Ofereço essa crônica ao Jorge, os dois "Paulos" e o Manuel, que têem me mostrado como o mundo é ainda maior do que eu imaginava.
Totalmente descrente da internet era eu, ironicamente, já que escrevo em um site. Quando me falavam em ‘salas de bate papo’, ‘messenger’ e essas coisas todas, pensava arrogantemente ser o único humano ainda pertencente a esse planeta.
Isso mudou em dois minutos, bastou o Alex me ensinar a usar o “mensenger”. Me senti idiota, no primeiro instante, ‘falando’ com pessoas sem as ver e analfabeta, por não entender bem a nova linguagem.
Até que em uma ‘sala’ encontrei novos amigos e percebi, nitidamente, que distâncias não existem, ou, pelo menos, não são mais as mesmas....
Todos eles estão em Portugal, mas os sinto mais presentes que os amigos daqui, acomodados pela facilidade com que poderíamos conversar.
Num primeiro momento senti falta do contato, dos olhos nos olhos, das expressões do rosto, mas depois aprendi que tanto na vida real como na virtual somos capazes de enganar ou dizer a verdade, e expressar isso de várias formas.
Tenho aprendido com meus novos amigos muita coisa sobre vinho e sobre a vida. E nem poderia ser diferente: de Portugal é o poeta que escreveu duas frases perfeitas: ‘ tudo vale a pena se a alma não é pequena’ e, bem humorado ‘a vida é boa, o vinho, melhor’.
A terra do Porto, do Madeira e dos vinhos verdes tem se mostrado para mim um lugar de pessoas gentis e educadas, idéia bem diferente da que tinha a bem pouco tempo atrás. E isso graças à internet, que me deu um chacoalhão quando ousei dizer que não era
preconceituosa.