A crônica do Luis Fernando Veríssimo ‘O que eu pediria ao diabo’ me fez imaginar coisas. Não sei a quantas anda a cotação de almas, mas eu trocaria facilmente a minha por um jantar com o Veríssimo.
Fico imaginando a cena:
Ele já estaria no restaurante, em uma mesa de canto, sentado na cadeira ao lado da parede. Eu entraria, e, ao vê-lo... teria um ataque histérico!
Os garçons me tirariam à força do restaurante.
Melhor não. Vamos tentar novamente.
Eu chegaria no restaurante, sentaria ao lado do Veríssimo e... travaria! Mas ele nem iria perceber já que estaria com a carta de vinhos na frente do rosto.
Meia hora depois o garçom (já?????) estaria nos olhando desconfiado, afinal nem mesmo tinha visto com que carro nós chegamos (o diabo fizera poooo e nós aparecemos ali). Eu gaguejaria para ele que deveríamos pedir. Ele escreveria no guardanapo que concordava. Então eu perceberia que ele estava usando pijamas!
Corta!
Veríssimo, devidamente avisado pelo diabo sobre o jantar, apareceria no restaurante ao meu lado. Ele estaria inspirado naquele dia, diria até boa noite. E eu não gaguejaria. Diria a ele o quanto eu o admiro, tanto quanto ao Chico Buarque, talvez até mais já que o Chico mora tão longe.
Ele pediria para que eu escolhesse o vinho. E eu, tentando fazer uma média, pediria uma garrafa da Serra Gaúcha.
No final do jantar o dono do restaurante traria um livro de presença para eu assinar.
Não força- diz o diabo.
Tudo bem – respondo - esquece o jantar. Será que dá pra você me transformar na Patrícia Poeta?